Não te salves
Caiu em minhas mãos este vídeo, e como nada é por acaso segurei-o... ouvi, vi, senti, traduzi as percepções eclodindo dentro de mim. Falta-me apenas uma melhor tradução das palavras... Preciso lê-las para resignificar. Se alguém conseguir traduzi-las pra mim... eternamente grata serei!
"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)
"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)
"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)
11 de ago. de 2010
10 de ago. de 2010
Primareva em mim
(imagem google)
Da folha que escrevo vertem salgadas linhas de dor, latejantes da angústia da incompreensão.
Aguardo pacientemente o silencioso dissipar das névoas deste rigoroso inverno que impede de ler-me as tuas luzes.
Viro a página e me reescrevo, reedito uma melhor versão de mim.
Que tais esperando? Vem conhecer.
Neste jardim há mais flores do que espinhos...
Deixa o perfume das tuas letras num colorido esperar das flores desta primavera que aqui se antecipa.
(MariAne)
6 de ago. de 2010
Para mim, para você
O sono evaporou e meus pensamentos passaram a ter vontade própria, incongruentes ao que pedia o leito quente de uma noite de inverno. Como não adianta teimar, ponho-me a conversar com “esta outra” dentro de mim, o monólogo deste diálogo resulta em reflexão, e foi isto que ocorreu. De primeiro momento veio a lembrança de sentimentos não muito distantes: invisibilidade. Estar em um local e não ser percebida, não digo quanto a matéria física, mas quanto a pessoa que existe dentro desta carcaça que nominamos corpo. Sou muito mais do que o corpo matéria visível. Menos gritante que outrora, a luta pelo respeito e pelo meu espaço foi e continua sendo minha labuta.
A percepção que tive em recordar de figuras que circulam ao meu redor reportou justamente a uma auto-analise. Eu mudei ou o meu entorno mudou? Complexo querer ser conhecedor das verdades, sendo que elas, se existem, são muito subjetivas; mas o que senti, com agrado no coração, foi o aconchego de um amor próprio. Reclamava um olhar do outro, quando eu mantinha-me cega a mim mesma. No momento em que fui descobrindo, retirando as camadas que me escondiam, comecei a ter gosto pelo que via.
Houve um processo de identificação, precisava resgatar a essência da minha identidade. Seguido por um conhecer das minhas habilidades e limitações; esta, ainda em fase de desbravar. O momento que agora vivo compreende aceitar esta que sou e porque eu existo. Consciente disto, já basta! (Por enquanto...)
Pode parecer pieguice, mas com esta nova convicção, passei a ser vista e percebida pelos que me cercam. Ok, que nem tudo são flores, há também os espinhos... Mas o que quero compartilhar é que, a partir da minha maneira de encarar as situações, também os que me cercam foram respingados. Arriscaria dizer algo como “efeito borboleta”, cada ato tem uma conseqüência.
Pois bem, sei que é arriscado da minha parte, pois as palavras tomam significado próprio para o leitor, podendo dispersar-se da intenção daquele que as escreve, mas cá estou eu; na pior das hipóteses não serei compreendida, mas hoje isto também já não me magoa mais tanto, quero arriscar a partilha.
A leitura que faço de parte dos cidadãos deste lugar é algo parecido com a minha invisibilidade do passado. Os dias passam, as coisas acontecem e a vida que pulsa por dentro, parece pouco importar aos nossos semelhantes; a falta de afeto e de ser percebido aumenta o vazio e a angústia. Então se procura preenchê-la adquirindo bens, e para tal, mais trabalho e maior o distanciamento.
Os dias mecanicistas dão lugar a meses e a anos. A falta de percepção e sensibilidade entre os colegas de trabalho, a frieza de relacionamentos aparentemente estabelecida, escassez de amigos, sensação de abandono somado a constantes oscilações de humor.
Fazendo uma salada de liquidificador, e não desconsiderando a influência do meio em que vivemos, ousaria hipoteticamente pensar se as pessoas não têm utilizado da invisibilidade (assim como eu fazia), como um mecanismo de defesa. Acaso o distanciamento poderia estar sendo construído por elas mesmas? E para evitar confrontos, afastam-se uns dos outros.
Os dias mecanicistas dão lugar a meses e a anos. A falta de percepção e sensibilidade entre os colegas de trabalho, a frieza de relacionamentos aparentemente estabelecida, escassez de amigos, sensação de abandono somado a constantes oscilações de humor.
Fazendo uma salada de liquidificador, e não desconsiderando a influência do meio em que vivemos, ousaria hipoteticamente pensar se as pessoas não têm utilizado da invisibilidade (assim como eu fazia), como um mecanismo de defesa. Acaso o distanciamento poderia estar sendo construído por elas mesmas? E para evitar confrontos, afastam-se uns dos outros.
A muralha que crio como defesa contra as hostilidades do mundo é a mesma que me isola; resulto em um ser solitário em meio a multidão. Pouco a pouco, desmontar esta muralha, permite-me ver e ser vista pelo mundo, assim como sou; isto é o que desejo para tantos solitários de multidões. Aqui me lembro de Victor Hugo quando diz: “A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é!”
Mariane, por vezes Mari, Ane tantas outras...
5 de ago. de 2010
Essência
"A forma como trilharemos o caminho da individualidade dependerá das experiências vividas por cada um de nós. É um processo em constante movimento e transformação"
(Samara Jorge, psicóloga junguiana).
4 de ago. de 2010
Tempos de frio
NESTES DIAS DE INVERNO CHUVOSO É COMUM DEPARAR-NOS COM CRÍTICAS AO TEMPO...
EI! PARA AS PESSOAS QUE FICAM MAU HUMORADAS COM A CHUVA E O FRIO....
UM COMUNICADO:
O MAU-HUMOR NÃO MUDA A METEREOLOGIA....AO CONTRÁRIO....
ELE FAZ A SUA VIDA FICAR AINDA MAIS CINZENTA E FRIA......
PENSE NISSO....E SORRIA!!! INDEPENDENTE DO TEMPO...
Tá legal, também tem a tal da ciência que comprova que a ausência do sol provoca um certo grau de depressão...
MAS VEJA BEM, TEMOS FRAGMENTOS DE INVERNO, ENTÃO A SUGESTÃO É TIRAR O MÁXIMO DE PROVEITO DO QUE NOS É APRESENTADO...
Acender a lareira (churrasqueira também serve), jantar a luz de vela regado a vinho (ou alguma bebida quente), fondue, assistir filme atolado de cobertor bem juntinho de quem se ama....
A vantagem do frio é que as pessoas ficam mais próximas uma das outras, dá até pra roubar um abraço com a desculpa do frio... SEJAMOS CRIATIVOS!!
Não espere aconter, aconteça por elas.
Olhe o que tens hoje, e tire o melhor deste dia!
O pior frio que existe, é aquele que habita no coração do ser humano...
Beijos
3 de ago. de 2010
Vivo por Amor
"Amor na flor plantada na terra,
Suspensa no espaço
Nos olhos fechados do ser encantado
Amor nas pessoas, explicado por palavras,
Entendido com a alma
Amor que agita e acalma,
Que transborda e esvazia a vida de amantes
Ame, ame o amor
Então abrace, sorria, olhe, aproxime-se,
Revele-se, transforme-se...
Viva por amor".
Fragmento da música Vivo por Amor, autoria de Carlos Cidade, um anjo na forma de homem que faz das palavras sentimento puro e da melodia expressão sincera. (Vivo por Amor do CD Filomântico gravado por: http://www.estudiojaragua.com.br/ ).
2 de ago. de 2010
Loucura
Diga-me, quem foi que conceituou a loucura??
Que parâmetros utilizaram para medi-la?
Acaso não seriam mais loucos os que por medo da vida vegetam camuflados em suas máscaras sociais??
Diria que o verdadeiro louco, de loucura pouco tem, pois vive liberto em sua verdade como outro ninguém!
(MariAne)
Espiral
A Espiral é um círculo cuja rota retorna ao ponto de partida, porém com ampliação de sua área de abrangência.
Na vida quando revivemos situações passadas, mas de outra forma, não como estagnação ou retrocesso; mas com um acréscimo permitido pelo que chamamos de aprendizado na maturidade, deixamos o círculo e traçamos a espiral. Deixamos de voltar ao mesmo ponto estagnado para ampliar nossos horizontes, possibilidades.
Na vida quando revivemos situações passadas, mas de outra forma, não como estagnação ou retrocesso; mas com um acréscimo permitido pelo que chamamos de aprendizado na maturidade, deixamos o círculo e traçamos a espiral. Deixamos de voltar ao mesmo ponto estagnado para ampliar nossos horizontes, possibilidades.
1 de ago. de 2010
É muito bom
Como é bom estar em casa!
Alguns contestariam esta afirmativa, mas quando ela é oriunda de um filho adolescente, ah, enche o coração de uma mãe coruja. Valeu pra semana toda, meu filho!
Escolho
"Podemos escolher tudo, apenas uma coisa não é possível escolher; que é a conseqüência da escolha feita. Não é possível separar a escolha da conseqüência."
Ouvi esta frase em uma palestra ontem, que chamou minha atenção.
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