AS CORES QUE SOU:
Uma cor a cada dia ou em qualquer momento, que borra ou faz arte aos olhos do observador! (Mariane)
"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)
"Procuro despir-me do que aprendi.Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram.E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos.Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras.Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)
Eu não tenho muitas respostas e as que tenho são
impermanentes, como os invernos, os dias de céu de cara amarrada, os
lugares de dor, os abismos todos, o bom uso das asas, os fios
desencapados, as medidas e as desmedidas. Tudo passa, o que queremos e o
que não queremos que passe, a tristeza e o alívio coabitam no espaço
desta certeza. Eu não tenho muitas respostas. O que eu tenho é fé. A
lembrança de que as perguntas mudam. Um modo de acreditar que os
tiquinhos de sol possam sorrir o suficiente para desarmar a sisudez
nublada de alguns céus. E uma vontade bonita, toda minha, de crescer.”(Armadilhas – Ana Jácomo)