"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)

"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)

19 de dez de 2010

A C O R D A R

A C O R D A R   a cada dia em cores que mesclam sonhos e fantasias...  
  
Um grande sonho realizei... voar!

Agora vou dar cor aos outros sonhos...


(Imagem do acervo de MariAne)


Venha comigo neste video... e de cor a tua vida!!

12 de dez de 2010

Fecha os olhos



O que você vê quando fecha os olhos,
consegue enxergar o que eu vejo?

Os fragmentos de luzes, 
consegue sentir...


Desprenda-se   das palavras, 
deixe as letras tomar seu sentido, 
não queira domina-las
Sinta, permita as palavras tomar sua forma livre,
sem controlá-las...

Você consegue ver a luz quando fecha os olhos?
 
Fragmentos de um diálogo que ouvi em um filme antigo, não lembro o nome, mas o questionamento é vivo e faço a ti que me lê, convido-te caro leitor, deixe tuas impressões, ajude-me nesta construção de luzes e palavras, palavras e luzes...

7 de dez de 2010

AMIGOS EM CORES



Falando em cores estou eu aqui atenta. E vocês meus amigos tem me ajudado nesta coletânia de cores. Mais um e-mail que recebo (valeu Irlene) com toque colorido, e transformo em vídeo dedicado em carinho a todos vocês.
O que é belo deve ser dividido. 

5 de dez de 2010

Lado a lado quero estar



Das cinzas clama e ama
Esparrama até o chão
Do fundo do poço
Da escuridão que enlaça amordaça
E ata as próprias mãos
Que cega até pensamento
Destrói o próprio momento
De dor de incompreensão
Sucumbe a esperança, parece estar em vão
Enlaça engasga
Asfixia
Estendo-te a mão
Não me vês
Estou aqui
Sempre estive
Bem perto de ti
Não posso prometer nada
Além de caminhar ao teu lado
Estou aqui, sempre estarei  passo a passo
Ouço o clamor no grito do silencio
E o soluço contido asfixiando a garganta
Queima minha face com lágrimas sangrias
Desta dor que não tem nome
E sem nome, consome
Cega para a vida
Estou aqui, sempre estive
Tua dor não desprezo
Minha mão estendo
Te ouço meu irmão (minha irmã)
E meu coração ofereço.

(MariAne 04/12/2010)
Imagem daqui

Texto escrito em comentário de post da amiga IT do blog Corações, indico aos amigos lá visitarem, é um encanto de acolhimento e amor.
As vezes sou assim, leio por aí e sinto aqui, a escrita apenas  tatua o que corre solto dentro de mim.

Ainda conseguirei voar

Passarinho
Passará
Quero eu passarinhar
O dia fez-se em chuva
Hoje não poderei voar...
(MariAne 05/12)





Ao primeiro raio de sol
Que minhas asas secar
Estarei eu ao céu
A voar
Voar
Voar
(MariAne 05/12)


1 de dez de 2010

Pronuncia do Norte




Pronúncia do Norte

Gnr

Composição: Tóli César Machado
 
Há um prenúncio de morte
Lá do fundo de onde eu venho
Os antigos chamam-lhe renho
Novos ricos são má sorte
É a pronúncia do Norte
Os tontos chamam-lhe torpe
Hemisfério fraco outro forte
Meio-dia não sejas triste
A bússula não sei se existe
E o plano talvez aborte
Nem guerra, bairro ou corte
É a pronúncia do Norte
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
Tolheste os ramos onde pousavam
Da Geada as pérolas as fontes secaram
Corre um rio para o mar
E há um prenúncio de morte
E as teias que vidram nas janelas
esperam um barco parecido com elas
Não tenho barqueiro nem hei-de remar
Procuro caminhos novos para andar
E É a pronúncia do Norte
Corre um rio para o mar

Letra e video aqui

Linda música, lindas imagens, linda letra
Deixo aqui uma pequena homenagem aos amigos virtuais de Portugal

Permita-te ouvir, ver, ler e sentir
há muito mais emoção do que apenas o que os ouvidos captam, ou os olhor vêem
há muito sentimento entre a melodia
Experimente...