"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)

"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)

30 de ago de 2010

Deixaram de ensinar responsabilidade...


Trecho do livro Crônicas de um Bipoloar, de Marcelo C.P. Diniz, p.52, que merece reflexão:

"[...] quando eu queria matar aula, a opção era minha. O colégio não tinha muro - era uma experiência que fizeram no Colégio Estadual de Minas Gerais naquele tempo. Mas o ônus também era meu: os professores não aliviavam na lista de presença nem nas notas. Noutro dia passei por lá e o colégio está murado. Uma pena! Deixaram de ensinar responsabilidade, amor-próprio, autoconfiança, iniciativa e uma série de outros valores."

Acho interessente o destaque dado pelo autor sobre a possibilidade de escolha, atrelado com as consequências das mesmas. O que vemos muito nos dias atuais, são filhos usufruindo da liberdade de escolhas, porém pais amenizando as consequências destas escolhas... e como fica o aprendizado??

Se gostou, poderás encontrar e comentar outros fragmentos desta leitura em Duas pontas do lápis  (http://duaspontasdolapis.blogspot.com/), que postarei a medida que transcorrer minha leitura.

27 de ago de 2010

Espectro de Homem

Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido palácio adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraca,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem,
Só passou pela vida - não viveu.
(Francisco Otaviano)

25 de ago de 2010

Eu sei...



Sou intensa demais….

Estou sendo eu mesma,

É que desisti das máscaras que me escondiam

Consegues me enxergar assim??
(MariAne)

21 de ago de 2010

...que anseio

Procuro expressar pelo grafismo contornado das letras,
ora tão bem desenhadas na rigidez do teclado,
as palavras que escapam-me aos poros;
mas os sentimentos que anseio
teimam permanecer encubados.
(MariAne)


20 de ago de 2010

Transparência


Não consegues me ver
Porque sou transparente demais...
(MariAne)

19 de ago de 2010

Palavras ao vento


Crédito para google imagens

A primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra amor e se acha importantíssima por isso...
se quiseres ouvir a continuação desta frase clica aqui, e poderás ler e ouvir o texto completo de "Palavras ao Vento - Filtro Solar"

18 de ago de 2010

Escolha

(crédito para  google imagem )
O sorriso da face ou o que o olhos dizem; escolhe aquela verdade que podes suportar!
(MariAne)

17 de ago de 2010

Por quem


Credito para Google imagens

Vivo por mim ou para o mundo? Se viver por mim, terei de enfrentar o mundo; se viver para o mundo, esquecerei quem sou.
(MariAne)

16 de ago de 2010

... quase rosa

Imagem google

Uma rajada de vento precipitou e abortou a florada do botão que sonhava ser rosa...
(MariAne)

15 de ago de 2010

A arte pedida de curar

[...] em geral os médicos se concentram na queixa principal porque as escolas de medicina não lhes ensinam a arte de ouvir (LOWN, B. A arte perdida de curar).

Dividindo

Em Minhascorespreferidas encontrarás um instigante e reflexivo vídeo de um grupo de macaco, tens um tempinho? Passa lá!

12 de ago de 2010

Todo casal deveria ler - Artur da Távola



Hoje meu dia está bagunçado
assim como minhas emoções,
as palavras fugiram
e eis que o tempo  voou!
Para um aconchego
compartilho este presente
uma história do AMOR...

11 de ago de 2010

Mario Benedetti "No te salves"

Não te salves




Caiu em minhas mãos este vídeo, e como nada é por acaso segurei-o... ouvi, vi, senti, traduzi as percepções eclodindo dentro de mim. Falta-me apenas uma melhor tradução das palavras... Preciso lê-las para resignificar. Se alguém conseguir traduzi-las pra mim... eternamente grata serei!

10 de ago de 2010

Primareva em mim

(imagem google)

Da folha que escrevo vertem salgadas linhas de dor, latejantes da angústia da incompreensão.
Aguardo pacientemente o silencioso dissipar das névoas deste rigoroso inverno que impede de ler-me as tuas luzes.

Viro a página e me reescrevo, reedito uma melhor versão de mim.

Que tais esperando? Vem conhecer.
Neste jardim há mais flores do que espinhos...

Deixa o perfume das tuas letras num colorido esperar das flores desta primavera que aqui se antecipa.
(MariAne)

6 de ago de 2010

Para mim, para você


O sono evaporou e meus pensamentos passaram a ter vontade própria, incongruentes ao que pedia o leito quente de uma noite de inverno. Como não adianta teimar, ponho-me a conversar com “esta outra” dentro de mim, o monólogo deste diálogo resulta em reflexão, e foi isto que ocorreu. De primeiro momento veio a lembrança de sentimentos não muito distantes: invisibilidade. Estar em um local e não ser percebida, não digo quanto a matéria física, mas quanto a pessoa que existe dentro desta carcaça que nominamos corpo. Sou muito mais do que o corpo matéria visível. Menos gritante que outrora, a luta pelo respeito e pelo meu espaço foi e continua sendo minha labuta.

A percepção que tive em recordar de figuras que circulam ao meu redor reportou justamente a uma auto-analise. Eu mudei ou o meu entorno mudou? Complexo querer ser conhecedor das verdades, sendo que elas, se existem, são muito subjetivas; mas o que senti, com agrado no coração, foi o aconchego de um amor próprio. Reclamava um olhar do outro, quando eu mantinha-me cega a mim mesma. No momento em que fui descobrindo, retirando as camadas que me escondiam, comecei a ter gosto pelo que via.

Houve um processo de identificação, precisava resgatar a essência da minha identidade. Seguido por um conhecer das minhas habilidades e limitações; esta, ainda em fase de desbravar. O momento que agora vivo compreende aceitar esta que sou e porque eu existo. Consciente disto, já basta! (Por enquanto...)

Pode parecer pieguice, mas com esta nova convicção, passei a ser vista e percebida pelos que me cercam. Ok, que nem tudo são flores, há também os espinhos... Mas o que quero compartilhar é que, a partir da minha maneira de encarar as situações, também os que me cercam foram respingados. Arriscaria dizer algo como “efeito borboleta”, cada ato tem uma conseqüência.
Pois bem, sei que é arriscado da minha parte, pois as palavras tomam significado próprio para o leitor, podendo dispersar-se da intenção daquele que as escreve, mas cá estou eu; na pior das hipóteses não serei compreendida, mas hoje isto também já não me magoa mais tanto, quero arriscar a partilha.

A leitura que faço de parte dos cidadãos deste lugar é algo parecido com a minha invisibilidade do passado. Os dias passam, as coisas acontecem e a vida que pulsa por dentro, parece pouco importar aos nossos semelhantes; a falta de afeto e de ser percebido aumenta o vazio e a angústia. Então se procura preenchê-la adquirindo bens, e para tal, mais trabalho e maior o distanciamento.
Os dias mecanicistas dão lugar a meses e a anos. A falta de percepção e sensibilidade entre os colegas de trabalho, a frieza de relacionamentos aparentemente estabelecida, escassez de amigos, sensação de abandono somado a constantes oscilações de humor.

Fazendo uma salada de liquidificador, e não desconsiderando a influência do meio em que vivemos, ousaria hipoteticamente pensar se as pessoas não têm utilizado da invisibilidade (assim como eu fazia), como um mecanismo de defesa. Acaso o distanciamento poderia estar sendo construído por elas mesmas? E para evitar confrontos, afastam-se uns dos outros.
A muralha que crio como defesa contra as hostilidades do mundo é a mesma que me isola;  resulto em um ser solitário em meio a multidão. Pouco a pouco, desmontar esta muralha, permite-me ver e ser vista pelo mundo, assim como sou; isto é o que desejo para tantos solitários de multidões. Aqui me lembro de Victor Hugo quando diz: “A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é, ou melhor, apesar daquilo que você é!”

Mariane, por vezes Mari, Ane tantas outras...

5 de ago de 2010

Essência


"A forma como trilharemos o caminho da individualidade dependerá das experiências vividas por cada um de nós. É um processo em constante movimento e transformação"
(Samara Jorge, psicóloga junguiana).

4 de ago de 2010

Tempos de frio


NESTES DIAS DE INVERNO CHUVOSO É COMUM  DEPARAR-NOS COM CRÍTICAS AO TEMPO...
EI! PARA AS PESSOAS QUE FICAM MAU HUMORADAS COM A CHUVA E O FRIO....
UM COMUNICADO:

O MAU-HUMOR NÃO MUDA A METEREOLOGIA....AO CONTRÁRIO....

ELE FAZ A SUA VIDA FICAR AINDA MAIS CINZENTA E FRIA......


PENSE NISSO....E SORRIA!!!  INDEPENDENTE DO TEMPO...

Tá legal, também tem a tal da ciência que comprova que a ausência do sol provoca um certo grau de depressão...

MAS VEJA BEM, TEMOS FRAGMENTOS DE INVERNO, ENTÃO A SUGESTÃO É TIRAR O MÁXIMO DE PROVEITO DO QUE NOS É APRESENTADO...
Acender a lareira (churrasqueira também serve), jantar a luz de vela regado a vinho (ou alguma bebida quente), fondue, assistir filme atolado de cobertor bem juntinho de quem se ama....
A vantagem do frio é que as pessoas ficam mais próximas uma das outras, dá até pra roubar um abraço com a desculpa do frio... SEJAMOS CRIATIVOS!!
Não espere  aconter, aconteça por elas.
Olhe o que tens hoje, e tire o melhor deste dia!
O pior frio que existe, é aquele que habita no coração do ser humano...
Beijos

3 de ago de 2010

Vivo por Amor


"Amor na flor plantada na terra,
Suspensa no espaço
Nos olhos fechados do ser encantado
Amor nas pessoas, explicado por palavras,
Entendido com a alma
Amor que agita e acalma,
Que transborda e esvazia a vida de amantes
Ame, ame o amor
Então abrace, sorria, olhe, aproxime-se,
Revele-se, transforme-se...
Viva por amor".

Fragmento da música Vivo por Amor, autoria de Carlos Cidade, um anjo na forma de homem que faz das palavras sentimento puro e da melodia expressão sincera. (Vivo por Amor do CD Filomântico gravado por: http://www.estudiojaragua.com.br/ ).

2 de ago de 2010

Loucura


Diga-me, quem foi que conceituou a loucura??

Que parâmetros utilizaram para medi-la?


Acaso não seriam mais loucos os que por medo da vida vegetam camuflados em suas máscaras sociais??

Diria que o verdadeiro louco, de loucura pouco tem, pois vive liberto em sua verdade como outro ninguém!
(MariAne)

Espiral

A Espiral é um círculo cuja rota retorna ao ponto de partida, porém com ampliação de sua área de abrangência.
Na vida quando revivemos situações passadas, mas de outra forma, não como estagnação ou retrocesso; mas com um acréscimo permitido pelo que chamamos de aprendizado na maturidade, deixamos o círculo e traçamos a espiral. Deixamos de voltar ao mesmo ponto estagnado para ampliar nossos horizontes, possibilidades.

1 de ago de 2010

É muito bom


Como é bom estar em casa!


Alguns contestariam esta afirmativa, mas quando ela é oriunda de um filho adolescente, ah, enche o coração de uma mãe coruja. Valeu pra semana toda, meu filho!

Escolho


"Podemos escolher tudo, apenas uma coisa não é possível escolher; que é a conseqüência da escolha feita. Não é possível separar a escolha da conseqüência."

Ouvi esta frase em uma palestra ontem, que chamou minha atenção.