"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)

"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)

16 de dez de 2012

Tranquila Idade



Tão denso é esse sonho e tão leve é a tempestade
Que me confunde o silêncio
Essa voz do pensamento não faz trégua
E eu quero paz nos meus ouvidos

Tão denso dentro eu estou lá fora e tão curta é essa distância
Que já não “curto” a longa estrada
É possível que eu esteja desatento
E nem me vês chegar ou passar por aí

Hoje vejo o amanhã
Aprisionado ao movimento compassado das horas
E livre nessa prisão de ilusões
Vai demorar pra eu ter pressa
E precisar do passado presente
Pra viver sempre (o) agora

Ontem vi o amanhã
Aprisionado ao movimento compassado das horas
E livre nessa prisão de ilusões
Vai demorar pra eu ter pressa
E precisar o passado presente
Ao viver sempre agora

Noutro dia eu acordei e percebi que esse sonho não é meu
Nem seu, de ninguém.

Musica: Tranquila Idade
CD: Filomântico
Letra e Música: Carlos Cidade - cidade@netuno.com.br
Imagens e formatação do vídeo: http://tintadotinteiro.blogspot.com/

Um comentário:

Por que você faz poema? disse...

Sonhar um sonho impossivel
é permanecer acordado.