"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)

"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)

17 de mar de 2012

Dos riscos... ávida vida


"Plantei estrelas
porque as rosas estão secas
Semeei gotas e colhi orvalho
toquei o sol, porque o céu estava longe
Abracei fortemente o fruto do trabalho
Troquei o dia pela noite
Na surdina
Fugi da foice
Tropecei na virgula e nem sonho com os pontos
Em mim me encontro
E de cor em cor
me faço tela
ganho vida em minha vida
de garranchos e rabiscos
apago a vela
e da vida vivo os riscos...
MariAne (16.03.2012)
Imagem Google

6 comentários:

Jayme Jr. disse...

Muito bom seu poema, Mari!
Parabéns!

Erico disse...

Mariane,

Na vida, pintamos nosso autorretrato, não é mesmo?

Abraços poéticos :)

Baerdal disse...

Se faça em cor, continue a pintar sua tela em aquarela.
Norteie suas vontades como flechas em direção ao arco íris.
Conduza teu solene riso à beira do teu MAR.

Abraços do amigo Baerdl

Por que você faz poema? disse...

Tropeçar em vírgulas,
em estrelas,
mas sempre caminhar rumo à poesia.

Marcia disse...

MARI vc no sabe da alegria ao te encontrar no meu cantinho hoje,emocionei viu??bjos!Bom fim de semana!

Marli Boldori disse...

MariAne,que belo texto como sempre, estou a repetir.Vive-se sempre como na ponta do lápis,risco e mais risco,mas um risco que nos dá medo de perder a vida.Um grande abraço!