"Há um momento em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os caminhos antigos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia - e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (PESSOA, Fernando)

"Procuro despir-me do que aprendi. Procuro esquecer do modo de lembrar que me ensinaram. E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos. Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu." (PESSOA, Fernando)

18 de jul de 2010

Desconhecido

Conhecer o desconhecido e desconhecer o que  imaginávamos conhecer, e a vida segue nesta floresta de pedra.

8 comentários:

Eu disse...

é... conhecer o desconhecido, pra mim leva-me a pensar no desconhecido que existe em nós, desconhecido ou o escondido! e conhecer e reconhecer este escondido não é fácil!!!
Desconhecer o que imaginávamos conhecer já remete a quebrar com o ser moldado pelos outros, quebrar a casca e reconhecer o ser real que habita em você! Apesar de não ser fácil é um processo necessário! Beijos
Espero ter feito uma leitura condizente!

Mariane disse...

Certamente Eu,l tua leitura sempre aprimora este lugar!
Saberias dizer o quanto do desconhecido conhecido ficou?

Mari Marques disse...

é, como diria minha professora no mestrado...
o bom e velho exercício da dúvida!
Adoro suas visitas e comentarios, gracias!
Seu blog é massa!
:D

Lídia Borges disse...

Um bom motivo para reflectir.

L.B.

Mariane disse...

Bom dia Lídia Borges, aconchegue-se conosco, tem uma poltrona bem macia, sente-se por favor, vamos bater um papo bem gostoso, e refletir juntas o desconhecido dos nossos conhecimentos...

Bem vinda, sinta-se em casa!

Mariane disse...

Comentamos o que sentimos colega Mari, se gostas do que comento é porque tua escrita motivou o pensamento, portanto o mérito é teu também!
A dúvida nos motiva a questionar, a refletir e não mais acomodar... tua professora é esperta!

Beijos

Ana SS disse...

Eis o estranho familiar, do qual falou Levi-Strauss.

Mariane disse...

... quando perceber o "estranho em mim", eis a possibilidade de alguma "movimentação"...

Valeu Ana tua citação, vou procurar lê-lo mais um pouco...